– A Nova Hierarquia Urbana

Há quatro décadas o cenário tem mudado em todo o país

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As avaliações do processo de modernização econômica resultaram na formulação de um novo modelo de hierarquia urbana, que corresponde a um avanço em relação ao modelo industrial e que contribui para um melhor entendimento da rede urbana do país. Segundo o modelo informacional, São Paulo é a metrópole mundial brasileira que exerce controle sobre os principais sistemas de comunicação que difundem as inovações por todo o país, através dos meios de comunicação.

Ter em atenção que dentro da hierarquia urbana as cidades podem mudar de posição. Exemplo disso é o novo fenômeno de desinvestimento econômico que se verifica em algumas cidades médias e intermédias Portuguesas. O fechamento de fábricas consideradas âncora para a fixação de população e as transferências de população entre as cidades podem fazer variar a sua posição bem como a sua posição hierárquica.

 

IBGE mostra a nova dinâmica da rede urbana brasileira

Existem no país doze grandes redes de influência, que interligam até mesmo municípios situados em diferentes estados. A rede centralizada por São Paulo, por exemplo, também abrange parte de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre. O Rio de Janeiro tem projeção no próprio estado, no Espírito Santo, no sul da Bahia, e na Zona da Mata mineira.

Para definir os centros da rede urbana brasileira, buscam-se informações de subordinação administrativa no setor público federal, no caso da gestão federal, e de localização das sedes e filiais de empresas, para estabelecer a gestão empresarial. A oferta de equipamentos e serviços – informações de ligações aéreas, de deslocamentos para internações hospitalares, das áreas de cobertura das emissoras de televisão, da oferta de ensino superior, da diversidade de atividades comerciais e de serviços, da oferta de serviços bancários, e da presença de domínios de Internet – complementa a identificação dos centros de gestão do território.

 

Hierarquia dos centros se alterou em quatro décadas

Ao comparar-se os centros urbanos identificados em 1966 com aqueles examinados neste estudo, verifica-se que os centros que emergiram no período se localizam predominantemente nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, no oeste do Amazonas e no sul do Pará. Com menor intensidade, houve ascensão de novos centros no Maranhão e Piauí. Nas áreas de ocupação mais antiga, como São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, o quadro é mais estável, e algumas cidades deixam de exercer maior centralidade, possivelmente com as mudanças em comunicação e transportes.

 

Cidades de SP lideram em estudo sobre desenvolvimento

Um novo índice que tenta avaliar a evolução dos municípios ano a ano mostra que, dos cem municípios com maior desenvolvimento, 87 estão no Estado de São Paulo. De acordo com o novo indicador, apenas 4% das cidades brasileiras têm desenvolvimento que pode ser considerado alto. O primeiro colocado na lista é Indaiatuba, na região metropolitana de Campinas, com 0,9368 ponto. O indicador varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o patamar de desenvolvimento, medido a partir de variáveis de emprego e renda, educação e saúde. Um dos diferenciais das cidades de São Paulo foi o resultado em educação. Analisando apenas os dados de renda e emprego, o Estado tem 42 cidades entre as cem melhores. Em saúde, é o Rio Grande do Sul o que mais tem municípios bem colocados (43), seguido por São Paulo (23). Em educação, no entanto, todas as 189 primeiras do ranking são paulistas. A explicação para o bom desempenho paulista na educação é que, entre os dados utilizados pela Firjan no cálculo, estão o Ideb (indicador do MEC que avalia a qualidade da educação) e a taxa de distorção idade-série, que mede quantos alunos estão atrasados em relação à série que deveriam estar freqüentando pela idade. Como municípios pequenos de São Paulo vão bem no Ideb e muitos deles trabalham em sistema de ciclos, seus indicadores de repetência são melhores do que a média nacional. Além da explicação do bom resultado em educação, a lista dos municípios de São Paulo entre os cem mais bem colocados inclui cidades que se tornaram pólos industriais, receberam empresas de tecnologia ou investiram no agronegócio. Na avaliação do presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão do governo federal, Márcio Pochmann, o Estado passou por um processo de descentralização da atividade produtiva. A Firjan destaca o avanço de Gavião Peixoto, um município com menos de 5.000 habitantes que passou da 458ª colocação no ano 2000, para o décimo lugar em 2005, depois de se tornar um grande pólo da indústria aeroespacial.

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